brinquedos falsos

Por que você não deve vender brinquedos falsos em sua loja

Brinquedos piratas podem prejudicar o negócio para sempre e levar você para a cadeia. Saiba mais

A crise gerada pela pandemia do novo coronavírus fez aumentar consideravelmente as compras pela internet. Segundo a Abcomm, as vendas de e-commerces tiveram uma alta superior a 30% desde março. 

No entanto, esse crescimento veio acompanhado de um aumento de 10% no número de produtos falsificados e irregulares apreendidos pela Receita Federal no primeiro trimestre de 2020, em comparação ao mesmo período do ano passado.  

A venda de produtos ilegais é um fato generalizado que deve ser combatido pela sociedade, autoridades competentes e empresas de diferentes setores. Isso porque, além de ser ilegal, representa diversas outras ameaças para a sociedade. Quando o assunto é brinquedos, a pauta fica ainda mais séria, pois os itens podem afetar a saúde e segurança das crianças. 

Continue a leitura do conteúdo para saber porquê os brinquedos falsos representam um mau negócio para sua loja de brinquedos. 

Pirataria é crime

A violação de direitos autorais (o que chamamos popularmente de pirataria) é o uso de obras protegidas pela lei de direitos autorais sem permissão para um uso em que a permissão é necessária, inferindo, portanto, direitos exclusivos concedidos ao criador da obra. 

Isso está previsto no artigo 184 do Código Penal, que tem como pena detenção de três meses a um ano ou multa. A lei, criada em 2003, é fruto de uma mobilização da classe artística e também de empresas no esforço conjunto para a repressão da falsificação.

Portanto, é possível compreender que a pirataria é um crime que pode gerar multa e levar à prisão quem praticá-lo. 

Vale lembrar que existe um projeto em tramitação no Senado que sugere aumentar a pena para quem vende produtos falsificados. O Projeto de Lei 5.080/2020, de autoria do senador Marcos do Val (Podemos-ES), sugere dobrar a punição, que passaria a ser a prisão de um a quatro anos, combinado com multa.

O projeto, apesar de ainda não ter sido aprovado, tem grandes chances de começar a rodar em breve, já que faz parte da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria. 

É um concorrência desleal

Ao vender brinquedos falsos, você está estará incentivando o crime organizado. Afinal, a pirataria não é apenas um produto sem direitos autorais, mas algo que envolve diversos setores da economia e que prejudica o desenvolvimento econômico.  

Além disso, obras sociais podem perder importantes investimentos devido a sonegação de impostos e empresas que respeitam a lei podem ir à falência e ao desemprego. Isso sem falar no risco causado ao meio ambiente, devido a falta de observação das normas que visam sua preservação. 

Brinquedos falsos são perigosos (e de má qualidade)

Apesar de serem parecidos com os brinquedos originais, os brinquedos falsos possuem detalhes que não foram aprovados pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), uma autarquia federal cujo objetivo visa fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços.

Quando o brinquedo é pirata, ele não atende os requisitos mínimos de segurança e qualidade exigidos pelo INMETRO. Isso significa que os brinquedos falsos possuem peças facilmente destacáveis, tintas que saem com facilidade e que podem ser tóxicas, produtos nocivos à saúde como chumbo e bário e até objetos cortantes. Além disso, por não ser aprovado pelo INMETRO, o brinquedo falsificado tem pouca durabilidade, podendo se desmanchar à qualquer instante. 

Imagina vender algo assim na sua loja de brinquedos?

Além de infringir a lei, você estará colocando a vida de uma criança em risco, que poderá se machucar gravemente com o brinquedo. 

Então, é importante que sua loja conte com um portfólio apenas de produtos originais e regularizados pelos órgãos competentes, como brinquedos educativos. Somente dessa forma será possível garantir a qualidade e a segurança para os seus consumidores. 

O barato pode sair caro

Por infringir a lei de direitos autorais, a pirataria pode render uma boa multa para o seu negócio. Se alguém entra na sua loja e percebe algo falsificado nas prateleiras, pode processar o negócio e arrancar uma grana alta. 

Existem casos de influenciadores digitais e celebridades que processaram marcas e empresas por infringir seus direitos autorais. O desfecho foi o pagamento de indenizações altíssimas que com certeza pesaram no bolso de quem cometeu o crime. O exemplo mais recente foi o caso de uma loja de calçados que estava vendendo bonecos muito parecidos com o personagem do Luccas Neto, mas que não eram licenciados. A loja foi processada pelo influenciador e condenada a pagar altíssimas indenizações. 

Nestes casos, o barato pode sair bem mais caro, né?

Prejudicam a reputação da sua empresa

Se você acha que nenhum dos motivos citamos acima são preocupantes, saiba que brinquedos falsos podem manchar a reputação da sua empresa para sempre. 

Imagine que você vendeu algo para uma mãe e o brinquedo quebrou facilmente? Ou pior: que a criança engoliu uma parte do produto e foi parar no hospital? Se a responsável pelo menor fazer uma publicação nas redes sociais ou procurar a imprensa, os danos na imagem do seu negócio serão irreversíveis.

Por esses e outros motivos é tão importante não trabalhar com brinquedos falsos. O negócio pode nunca mais voltar a render bons frutos, além de colocar você em maus lençóis.  

Aqui, no blog da Angie Oral Care você encontra diversas informações sobre o mercado infantil. Aproveite para fazer download da pesquisa de brinquedos mais procurados no Brasil. O conteúdo vai ajudá-lo a pensar no melhor catálogo de brinquedos infantis para sua loja. 

Fique ligado nas próximas publicações do blog da Angie Care! Aqui, você encontra tudo o que precisa saber para ficar antenado no mercado infantil.

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